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Chegou o primeiro trailer (teaser) de "Cars 3"

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Admito que também fui daqueles torceu o nariz à ideia da Pixar voltar ao "Cars 3" (afinal não foi para isso que a Disney criou o "Planes"?. Para se poderem vender brinquedos sem chatear a Pixar?).

Mas depois vi este teaser trailer e tudo mudou. 

Vai ser muito difícil a Pixar manter o tom deste trailer no filme completo, mas desde que se revisite tudo o que foi construído no primeiro filme já me darei por satisfeito.

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Trailer da versão live-action de "Beauty and the Beast"

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Nesta moda das adaptações live-action do seu imenso portfolio animado, é curioso ver como a Disney rapidamente passou de um "vamos tentar fazer algo diferente" ("Alice in Wonderland", "Maleficent") para um "Que se dane. O que eles querem é exatamente a mesma coisa."

Acabou de chegar à internet o trailer de "Beauty and the Beast" e sim, é exatamente a mesma coisa mas com loiça CGI (não que isso seja necessariamente mau).

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Schwarzenegger e Jackie Chan juntam-se a Rutger Hauer em blockbuster russo de fantasia

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Imaginemos a seguinte situação:

Estamos em 1995. Um indivíduo aproxima-se e diz-nos que um dia o Arnold Schwarzenegger e o Jackie Chan vão entrar num filme coproduzido pela China e pela Rússia. E não só. Ao que parece essas participações não vão ser como protagonistas mas sim como meros secundários.

Qualquer outra reação que não fosse um ataque de riso descomunal e o internamento imediato do mensageiro no hospital psiquiátrico mais próximo, não seria considerada válida. Mas a verdade é que em pleno 2016 foi mesmo isso que aconteceu.

Segundo a Variety, Arnie e Jackie Chan juntaram-se a Rutger Hauer na sequela de "Viy", épico de fantasia de 2014 baseado na obra de Nikolai Gogol (fica aqui o trailer da primeira parte, caso queiram ver do que se trata).

"Viy 2" foi realizado por Oleg Stepchenko e está neste momento em fase de pós-produção.

Crítica: "Suicide Squad" (2016), de David Ayer

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"Num sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência". Esta frase, conhecida como Princípio de Peter ou Princípio da Incompetência, e que foi enunciada nos idos anos 60 do século passado por um indivíduo chamado Laurence Peter, pode ser utilizada para explicar o grande problema de "Suicide Squad", um filme cujo maior pecado foi ver-se promovido a um patamar de exigência para o qual não tinha competências.

Não é que o mais recente filme do Universo Cinematográfico da DC (DCCU) seja horrível (porque não o é). "Suicide Squad" é sobretudo insatisfatório. Isso deve-se em grande parte às expetativas completamente irrealistas que lhe foram sendo atribuídas ao longo dos últimos meses, muitas delas quando já se encontrava na sala de edição. Para além de se ver obrigado a ser o salvador do DCCU  (depois da má receção de "Batman v Superman"), tinha ainda de ser a resposta da DC ao "Guardians of the Galaxy" ao mesmo tempo que piscava o olho ao "Deadpool". O resultado? Um produto finalizado em cima do joelho, sem unidade, com demasiados problemas de edição e um ritmo bipolar (há uma cena num bar, algures no meio do segundo terço, onde a falta de timing se torna particularmente evidente).

Graças à incompetência do sistema de produção, um filme que tinha tudo para ser uma experiência única, tornou-se num ensaio sobre a frustração: é frustrante porque vemos uma hierarquia a ser definida pela dimensão dos atores e não por personagens (sem desprimor para a Margot Robbie ou para o Jared Leto, mas trocava toda aquela trapalhada com o Joker por mais tempo de ecrã para o El Diablo.). É frustrante porque precisamos de mais tempo para desenvolver os protagonistas e vemos tempo extra a ser usado para introduzir personagens cujo único objetivo é satisfazer a necessidade de fan service. É frustante porque vemos um talentoso David Ayer de mãos atadas a defender irrepreensivelmente um produto problemático pelo qual nem é o maior responsável. E é sobretudo frustante porque apesar de tudo isto consegui divertir-me a ver o raio do filme.

Há tantas indícios de coisas boas a acontecer (a equipa tem química, a amostra de alguma backstory é apelativa, a caracterização da Amanda Waller é intrigante, algumas opções estéticas funcionam de forma irrepreensível) que não podemos deixar de pensar no que poderia ter sido se as coisas tivessem corrido de maneira diferente.

***

Trailer da versão remasterizada de "Showgirls". 21 anos depois, parece que afinal é bom.

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Aqui fica um pequeno dilema para vos ajudar a ignorar aquela família de 23 elementos que está ao vosso lado na praia, e que insiste em ouvir a discografia do Tony Carreira com o volume no máximo:

Preferem fazer um filme que seja o maior sucesso de bilheteira de sempre, faturando numa semana aquilo que a maior parte dos filmes nunca conseguem faturar, mas do qual ninguém se vai lembrar um ano depois (*cof* "Avatar" *cof*); ou realizar um fracaso de bilheteira arrasado pela crítica, que quase acaba com as vossas carreiras, mas que 21 anos depois se vai transformar num filme de culto, com direito a relançamento nos cinemas, e com dezenas de críticos a revisitá-lo e a interpretá-lo de forma diferente?

Eu escolheria a primeira opção como é óbvio, mas não deixa de ser curioso o que está a acontecer com o "Showgirls" do Paul Verhoeven. Passado mais de duas décadas, há uma série de estudiosos do cinema que dedicaram textos, ensaios e inclusivé livros (como este, do Adam Nayman), a provar que o filme mais odiado e criticado de 1995 (e que foi o último prego no caixão da mítica Carolco Pictures) é na realidade... bom.

A Pathé, aproveitando esta surpreendente onda de amor por aquela que era, até há pouco, uma das maiores vergonhas do seu portfólio, resolveu relançar uma versão remasterizada de "Showgirls" nos cinema franceses.

O trailer já anda por aí e o filme chega aos cinemas gauleses a 14 de setembro.

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Luc Besson condenado pelo plágio de "Escape from New York"

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Um tribunal de apelação de Paris condenou Luc Besson e a EuropaCorp a pagar 450 mil euros a John Carpenter, Nick Castle (co-argumentista) e à StudioCanal (proprietária dos direitos), pelo plágio de "Escape from New York". O tribunal veio assim, não apenas confirmar a sentença emitida em novembro de 2015 pelo Tribunal de Primeira Instância de Paris, como aumentar a quantia em questão, que passou assim de 80 mil para 450 mil.

Recorde-se que esta acusação diz respeito ao filme "Lockout", de 2012, escrito por Stephen St. Leger, James Mather e Luc Besson, que John Carpenter considerou ser um plágio descarado do seu clássico de 1981.

Os juízes deram razão a Carpenter, enumerando uma curiosa lista de elementos importantes que consideram demasiado semelhantes.

Pode ser que esta moda pegue e os argumentistas se vejam obrigados a ter de puxar um pouco mais pela cabeça.

(Mas sejamos honestos... o que são 450 mil euros num filme de 20 milhões?)

 

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