Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Continuando na senda deste post, descobri recentemente que o You Tube lançou um serviço de filmes gratuitos assaz interessante: o You Tube Movies.
Sim, é verdade que os filmes que por lá andam não são propriamente o zénite do cinema mundial. Mas eu já fico contente com uma mão cheia de filmes de zombies daqueles bem nojentos (nos quais se inclui, como não poderia deixar de ser, o grandioso Night of The Living Dead).

Tal como existem histórias que não podem ser contadas em menos de hora e meia, existem outras que, por muito que se queira, simplesmente não podem ser esticadas para lá da meia-hora. Independentemente dos esforços de Richard Kelly (realizador de Donnie Darko, até ver a sua one hit wonder), The Box é um desses casos.
Baseado num conto de Richard Matheson (que posteriormente recebeu o tratamento Twilight Zone), The Box conta-nos a história de uma casal que recebe em casa um indivíduo com um caixa de madeira e uma proposta indecente: se o casal aceitar carregar no botão que se encontra no interior da caixa recebe imediatamente um milhão de dólares. No entanto, no mesmo instante, uma pessoa que nenhum deles conhece, algures no mundo, morre. Um dilema perfeito, provocador, que mexe com os alicerces das sociedades humanas. Uma reflexão sobre a ética e a moral, com algumas noções do Utilitarismo de David Hume e John Stuart Mill.
Apesar de diferentes, tanto a resolução de Matheson como o final do episódio da Twilight Zone acabam por ser perfeitos. Concluem a pequena narrativa com um toque de acidez e humor negro, sem descurar a atmosfera e a «moral da história».
O mesmo já não se pode dizer do filme de Kelly. Depois da meia-hora inicial tudo parece falso e maçudo. Os diálogos são maus, o CGI parece saído de uma série de ficção científica dos anos 90 e não podemos deixar de lado aquela irritante sensação de vazio (o que é irónico, uma vez que há tanto a acontecer ao mesmo tempo no ecrã).
Simplesmente não há nada que nos mantenha interessados. O argumento é uma trapalhada descomunal recheado de buracos e de filosofia de trazer por casa. Salva-se o interessante dilema final que nos vem tentar salvar do limbo emocional em que submergimos há muito. Infelizmente chega tarde de mais.
Melhores tempos virão para Richard Kelly. Esperemos.
| Publicado em Rascunho.net

E já está oficialmente online o trailer de Walking Dead, a série televisiva que se prepara para assombrar (ou devorar) o próximo Halloween.
Realizada por Frank Darabont (que todos sabemos que costuma fazer magia se lhe derem boa matéria prima), a série vai começar por ter apenas seis episódios (um piloto de 90 minutos e os restantes episódios de 60 minutos) mas esperemos que a coisa possa continuar em grande.

Não, desta vez não é mais uma daquelas paródias. Os direitos de adaptação do livro Googled: The End of the World As we Know it, de Ken Auletta, foram adquiridos pelos produtores Michael London e John Morris (!), o que significa que um filme sobre o Google vai mesmo ser uma realidade dentro de algum tempo.
A brincar a brincar, parece que nenhuma paródia pode ser considerada demasiado ridícula.

Tal como aconteceu no início do ano com Shutter Island, a essência de The Ghost Writer está muito para lá da relevância do seu argumento (neste caso uma referência ácida - mas previsível - ao binómio anti-terrorista Bush/Blair). O que realmente impressiona neste filme - e aquilo que faz dele um dos thrillers da década - é o domínio demonstrado por Polanski, essa velha mas sábia raposa, nos mecanismos da tensão e do mistério, através de uma utilização mais do que hábil da linguagem cinematográfica.
Pouco a pouco, com passos lentos mas sólidos, o realizador vai construindo e moldando elegantemente a tensão até ao ponto em que o espectador não consegue literalmente tirar os olhos do ecrã tal a densidade da atmosfera (o mestre Hitchcock dificilmente teria feito melhor).
Cada plano é fantástico, da composição à caracterização, e é impossível não ficar impressionado com o trabalho do director de fotografia Pawel Edelman, que já anteriormente tinha sido nomeado ao Óscar pelo The Pianist.
Apesar de ter tido a dificil tarefa de levar às costas um elenco já de si competente, Ewan McGregor conseguiu uma performance credível, que apesar de não impressionar (o guião não o permitia) acabou por revelar-se extremamente competente.
Independentemente de alguns problemas que possam existir na construção do argumento (que apesar de não comprometerem o desenvolvimento da acção, colam-se irritantemente na parte de trás do cérebro - o GPS, a resolução final, a facilidade com que o protagonista encontrou uma série de provas essenciais para espoletar a acção), The Ghost Writer continua a ser um dos filmes de 2010.
| Publicado em Rascunho.net
É certo e sabido que nem todos os downloads grátis são ilegais. Se estiverem a pensar em tirar da internet o Bluray Rip do último grande blockbuster de Hollywood, então sim, há 100 % de hipóteses de estarem a fazer algo ilegal. No entanto, a Internet, esse imenso deserto por explorar, está cheia de clássicos que pelas mais variadas razões perderam os direitos de autor, o que significa que podem ser "sacados", retalhados e alterados, sem que ninguém o possa evitar.
O Internet Archive é uma das maiores bases de dados de produtos de domínio público do planeta. Aqui ficam 10 sugestões imperdíveis que podem ser encontradas por lá.
Meet John Doe (1941)
Realizado por Frank Capra e protagonizado por Gary Cooper, Meet John Doe conta-nos a história de um jornalista desesperado que resolve inventar uma história para voltar a ser contratado. O plano resulta... bem demais. (ver online)
Santa Clause Conquers the Martians (1964)
Os marcianos raptam o Pai Natal porque não há ninguém em Marte que dê os presentes às crianças. É preciso dizer mais?
The 39 Steps (1935)
Apesar de ser um dos primeiros filmes de Hitchcock, estão já lá todos os elementos que o tornaram num dos maiores realizadores de todos os tempos.
Dick Tracy Meets Gruesome (1947)
Não tem o Warren Beatty, o Al Pacino ou a Madonna. Mas o Boris Karloff não se fica nada atrás.
The Phantom of the Opera (1925)
Para quem quiser conhecer a obra de Gaston Leroux sem os devaneios sinfónicos de Andrew Loyd Webber, nada melhor que darem uma vista de olhos a esta versão de 1925. Cinema mudo FTW!
House on Haunted Hill (1959)
A história é conhecida de todos: um indivíduo com ar de poucos amigos resolve convidar uma série de pessoas a passar uma noite numa casa cheia de fantasmas. Se sobreviverem ganham uma maquia considerável, se não sobreviverem... não sobrevivem. O primeiro filme de Vincent Price deste lista... mas não o único! (ver online)
Night of the Living Dead (1968)
Agora chegou a altura em que vocês perguntam: mas este não é um dos famosos filmes do Romero? Como é que pode estar no domínio público? A resposta é simples, mas não tão glamourosa como possa parecer: Romero esqueceu-se de colocar o selo do Copyright nos créditos finais. Sim, pode ser tão simples quanto isso.
Plan 9 from Outer Space (1959)
A obra prima de Ed Wood não poderia faltar. Se não o levarem demasiado a sério tem aqui uma fonte de divertimento assegurada e praticamente inesgotável.
The Last Man on Earth (1964)
Esta foi a primeira adaptação ao cinema do I am Legend de Richard Matheson e provavelmente a melhor. Afinal de contas tem o Vincent Price no papel principal. (o Charlton Heston e o Will Smith que me perdoem, mas é um facto)
White Zombie (1932)
E acabamos com o primeiro filme de zombies da era pré-Romero. Tem o Bela Lugosi num papel não vampírico. Só por isso já merece uma oportunidade.

Depois do You Tube, chegou a vez do Twitter e do My Space terem direito a um fake trailer ao estilo do The Social Network.
Uma sugestão para todos os criativos deste país: para quando o moribundo hi5?

Na semana em que estreia nos states Scott Pilgrim vs. The World, encontrei no You Tube o famoso trailer recriado com as páginas do próprio comic. Quem quer que se tenha dado ao trabalho merece no mínimo receber a medalha de coolness aqui do estaminé.
A nós por cá resta-nos sucumbir ao desespero e à ansiedade. O filme só vai chegar a este país à beira mar plantado lá para o final do ano. 9 de Dezembro para ser mais exacto.
Apesar de se louvar a ideia de se arriscar em proj...
Tive o privilégio de ver o piloto e gostei bastant...
Como comum mortal que sou, aguardo ansiosamente pe...
Nunca me enganaste....
Eu sei, achei exatamente o mesmo!